domingo, 24 de fevereiro de 2013

Tua luz no cochilo do sol


Reconforto-me no banco; sentada, espero pela brisa suave. Ao mar, mais ao fundo, vejo a perfeição da luz dos teus olhos... Apenas direciono meu olhar para o lado a fim de admirar a luz que irradia dos teus olhos, do teu sorriso. Uma luz reconfortante, pacífica. Aquela que transmite confiança. Uma luz gentil, um suave raio. Qual é a cor dessa luz que brilha dos meios teus? Quero ir ao fundo, sentir o sabor dessa luz, desfrutá-la, afagá-la, senti-la em mim, dentro de mim. Com a mão em fogo, acendo essa luz, busco a origem dela. A luz do teu corpo no meu resplandece o pôr-do-sol, dando-lhe uma outra faceta... Uma face de não apenas luz, mas de brasas em chamas. Não as que queimam, mas as que aquecem. Aquecem meu corpo por completo, deixando cada parte sensível ao mais simples contato. O fervor da formosura, o toque. Aquieto-me com tais quentes pensamentos, quero admirar a beleza que me é oferecida. De um lado, há o sol se pondo em meio às pedras, preguiçoso, quase indo dormir... Com Vênus ao seu lado, no ocaso, vigilante, com aquele brilho proporcional a sua beleza. És Vênus, querido meu? Brilha, irradia, com tanta beleza que és capaz de ter, ser, proporcionar. A matiz do laranja me atrai, me cega, mas não tanto quanto o teu brilho. A explosão de cores no céu, com o horizonte ao mar. Quero me encontrar além desse horizonte com teu resplandecer, com teu toque. Paixão que me leva às alturas, fulgor que colore, que enlouquece, que destrói. Apenas um olhar e me acende, me seduz à sua vergonha, ao seu calor. Sinto teus lábios em mim, mas não é o suficiente... Quero te ter como se fôssemos e pudéssemos ser um só, com o banho do fim do crepúsculo... Sinto essa explosão de desejos em mim; e o sol se despede. A lua, vazia, afoita, aparece, cintilando suavemente. Espero, então, pelo teu toque, pelo roçar dos teus lábios nos meus. A brisa do recém-beatificado luar me toma para si, brinca com meus cabelos. E como o Sol e a Lua, se despedem e se apresentam, em indas e vindas; estou aqui embaixo com o teu irradiar, o teu brilho único. Não secarás, ó, mar, enquanto eu estiver aqui n'ele, com o olhar cativo da lua em nós, não lhe deixo secar, não lhe deixo secar... 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Bendita a cor da infância

                                          


Bendita é a cor dos seus cabelos... Toco seus cabelos e sinto a maciez dos seus fios, a areia do mar passando por meus dedos. Afago esses fios brilhantes, fios meigos onde resplandecem sua pureza, sua inocência. E como gostaria de beber deles, beber desses singelos fios...! Alimentar-me dessa ingenuidade, voltar a limpidez que já tive algum dia. Quero resplandecer tua inocência, oh!, infância... Sentir-me nela e aforgar-me como nos meus tempos de criança. Senti-los em mim pertencentes, sem dó na alma, como se tudo fosse fingimento, puro teatro. Voltar à... Pureza. Angelical. Sim. Poder pertencer a esse mundo e não perceber o mal que lhe aflige. 


[Criança inocente, que mal pode ver nos olhos de um alguém que lhe observa de longe? Criança travessa, pode ver o perigo do mundo? Criança singela, eu sei que pode perceber o mundo... E mais que nos meus olhos críticos. Vê porque quer, vê pela curiosidade. Observa com os olhos mais sinceros. E toma conclusões como quem não quer nada, sem se importar com o que qualquer outro adulto pode achar...]

Bendita é a cor da tua mente. Rosa ou azul bebê, casta, ingênua. Mente pensante, que tem a curiosidade dos porquês... Que entende, que tenta compreender a dor alheia. Que aceita, que imagina. Que cria! Bendita é a cor dos teus lábios. Doces, simples e teimosos. Alimentam-se do que quer, recusam o que não lhes vem ao caso. Não sentem o sabor do beijo nos lábios, mesmo considerando as travessuras infantis de sentir um estalo na boca do outro... Mas sem maldade, sem querer algo mais, depositam sua confiança.

Bendita é a cor das tuas mãos. Sem calos, macias, leves e famintas. Toca, sente, quer descobrir. Procura pelo novo, novas sensações do tato. Mesmo com medo, busca, encontra, segura firme mesmo não possuindo tanta força.
Bendita é a cor dos teus olhos. Enxergam tudo sem nada ver, imaginam por onde quer que passeiem. Não brincam com as travessuras do olhar, daquele olhar.
Ó, bendita infância, que cor quero que tenhas? Hoje quero azul, amanhã quero amarelo... Cor única; será que podes proporcionar-me mais lampejos da tua existência? Quero a inocência de novo para mim... Senti-la em mim como se nunca houvesse se ausentado. Bendita cor, bendita visão, bendito odor, bendito toque, bendito sabor. Cor que fascina, cor que alucina, a transparente, a mutante. Senti-la em mim novamente... 

Saudações...? Yes!



~~ Ehr... Bem, boa noite, pessoas do mundo! Minha primeira postagem, que emoção, rs'. Tipo, há tempos que criei esse blog mas agora que estou publicando algo... Nem sei se estou escrevendo para alguém, mas que seja! Escrevo porque quero, não porque quero ser reconhecida ou que meus textos sejam vistos por alguém, ._. Pretendo dizer nesse post apenas certas formalidades de início, -q. Bem, acima de tudo, meu nome é Allanis Dimitria Pedrosa, tenho 15 anos (mesmo que não pareça, u-u), cristã, comunista quase anarquista, IfSofredora, botafoguense, incrivelmente falante... Amo meus livros e sinto ciúmes deles até mais que qualquer pessoa (haha'), espero não estar sozinha nisto! Curiosa e agitada, adoro viajar e descobrir novas coisas. E perdoem-me também pela falta de prática, não tenho a mínima ideia de como lidar com blogs. Ah, e por que estou aqui escrevendo/digitando para qualquer um que não conheço, jogando meus escritos assim ao léu? É... Sei lá, -q. Não sei se há uma razão aparente, mas gosto (muito) de escrever e sempre quis ter um blog, é o suficiente? Pois é, meus caros, isso é só uma pequena apresentação, uma bem relutante, aliás. Não pretendia escrever meus textos aqui me identificando, ._. Mas tá aí, espero que seja o primeiro de muitos, :D. E como vocês perceberam, gosto de expressar minhas frases "expressivas" com emoticons estranhos, kaka'. Enfim, espero que gostem e que eu esteja escrevendo para algum ser, rs'. Qualquer problema, dúvida, sugestão ou só quer falar comigo mesmo, entra no meu facebook, https://www.facebook.com/allanisdimitria. Quer perguntar alguma coisa anonimamente? Vai lá no meu ask, http://ask.fm/allanispedrosa. Quer conversar comigo? allanis.dimitria@gmail.com, manda e-mail! Mesmo que esteja soando muito forever alone, tão aí os preciosos contatos, :3.


Até mais ver, meus caros! ~~